terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quarto do pânico.

Eu nunca fui o tipo de pessoa que se dá bem com a mãe. Uma vez eu entrei numa loja e ouvi a vendedora falando que a mãe dela era a maior fofa, e que ela morreria por ela. Senti inveja... Acho que não foi só uma vez que eu escrevi aqui a respeito disso, muito menos duas. Em quase todos as minhas postagens eu falo sobre isso. Mas de alguma forma, completamente alheia a minha vontade, parece que as coisas pioraram ainda mais ultimamente... Pelo jeito agora eu também perdi meu pai.
De um mês pra cá, aproximadamente, eu tive algumas recaídas na saúde. Infecção urinária, amidalite... Chorei fazendo xixi e tremi com absurdos 40º de febre. E aparentemente isso tudo é minha culpa...
Coisas como "você vai morrer porque parou de comer carne" acabaram se tornando frequentes, assim como "olha a sua cor, olha a sua cara, você ainda vai ficar muito doente e aí quem se ferra sou eu!". Hilário, han? Você chega em casa quase se arrastando e ao invés de ganhar colo você ouve esse tipo de coisa...
Mas aí eu paro e penso como foi que essa guerra começou... "No primeiro colegial!!!" Foi o que o meu pai gritou pra mim enquanto a gente discutia agora a pouco. Façamos então nossas contas, No primeiro colegial eu tinha 14 para 15 anos e hoje eu tenho 19. Se a gente subtrair 14 de 19 obtemos 5. Hum, então fazem 5 anos que eu estou lutando essa luta.
E eu acho engraçado o fato de que a culpa é sempre minha. E eu queria entender quando foi que a frase "Você pode me levar no médico?" virou crime. Antes eu ficava doente e logo a gente tava no médico, hoje eu fico doente e ouço "Você tem 19 anos, pega um onibus e vai! Tem gente que faz isso, atravessa a cidade inteira e sozinha, e você nem isso pode fazer!". Só que alguém esqueceu de me avisar que as regras tinham mudado... Ninguém tinha me dito que eu não podia mais contar com os meus pais...
Eu sei que eu estou longe de ser a rainha da certeza, mas não posso ser a única errada, é impossível!
Eu trabalho em um evento e meus superiores simplesmente babam pelo meu serviço. Sou a responsável, e a primeira a estender o horário de trabalho quando alguma merda acontece sem um centavo a mais no salário, apenas pelo fato de que eu acho que isso é o correto. Mas meus pais não fazem idéia disso... Pra eles eu tenho um emprego de merda, sem futuro, sem perspectivas. Mas sentar e perguntar o que você quer fazer da vida, ninguém se dá ao trabalho, correto? Pois é, eu devo ser muito errada mesmo.
Mas por mais errada que eu seja eu já não aguento mais! Eu não gosto de sentir medo de vir pra casa, eu não gosto de ficar doente e levar bronca, eu não gosto de largar o meu emprego pouco antes do fim do expediente porque eu mal consigo ficar de pé. Mas isso continua acontecendo, de novo e de novo.
Eu não gosto de ser psicologicamente abalada pela pessoa que deveria ser o meu maior porto seguro.

Mas eu, ainda que não seja religiosa, dou graças a Deus por ter encontrado o meu amor, porque por pior que eu esteja, por mais que eu chore, por mais que eu sofra ele ta sempre ali por mim, ele nunca me decepcionou e ele me oferece a saída. Talvez eu deva passar por tudo isso pra alcançar a sabedoria, a vivência, talvez isso tudo aconteça por um motivo: pra me ajudar a evoluir! Então ok, aqui estou eu, apesar do esterismo que eu tinha dentro de mim eu ando mais madura, e apesar de chorar eu estou mais forte. Estou aqui e vou ficar aqui, não vou fugir, não vou me esconder, eu posso controlar a minha vida e posso melhorar as coisas, e eu vou fazer isso. Eu nunca achei que fosse ser tão difícil crescer, que doesse tanto. Mas eu vou até o final, porque por mais escuro e comprido que seja o tunel, eu sei que há uma luz lá no final.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Hell-o Kitty

- Pai, arrumei um emprego na loja!
- Parabéns filha!

(...)

- Mãe, arrumei um emprego na loja!
- ...
- Você me ouviu?
- É, mas você não tava interessada no outro?
- Sim, mas eu ainda não fiz a outra entrevista, só vou fazer amanhã, e além disso eu ainda tenho que passar na entrevista também.
- É, mas não era mais interessante a outra? Você sempre faz isso! Só quero ver, daqui a um mês começa a arrumar desculpa pra ficar faltando, e depois inventa qualquer coisa para pedir demissão. Você nunca sabe o que quer, eu é que não vou ficar me metendo na sua vida, você é quem decide!!!
- Hum, eu esperava um "parabéns", mas acho que isso é mais típico.
- Ah Tatiana, você faz o que você quiser, você é quem sabe da sua vida! É sempre assim, a gente começa a conversar e você saí andando, volta aqui! Você sempre faz isso...

Subo as escadas, fecho a porta do meu quarto e sento na cama. Droga.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Házasság

Vou me casar. Casamento. Aceito. E eu paro e penso em como isso é estranho - e agradável também. Eu podia jurar que seria uma solteirona...
E então eu penso no vestido, nas flores, nas madrinhas, na lista de convidados, no buffet vegetariano, nas músicas, nas cores...
E então eu percebo que eu não tenho ninguém com quem compartilhar isso. Não tenho uma amiga sequer que entenda, nem minha mãe fica com os olhos brilhando. Sou só eu. De novo.
E isso me parte o coração.
E eu me sinto uma menina boba, mas logo em seguida sou preenchida pela sensação de "I don't care". Mas é errado querer que pelo menos uma vez as coisas sejam legais comigo? É errado querer companhia enquanto eu escolho o modelo do vestido, ou desejar alguém me ajudando a achar um menu legal? Ou quem sabe ter alguém para quem ligar e ficar falando coisas como "essas floriculturas vão acabar me deixando louca!", talvez "é um absurdo cobrar tanto para realizar a cerimônia fora do cartório!".
E eu estou noiva porra, é difícil entender isso? É difícil entender que eu quero isso?!
"Me diz que você não tá olhando coisas para sua casa já?"
"Ah, que bom que você só vai se casar daqui a uns anos..."
"Você tem certeza disso? Não sou a favor de casamento entre pessoas jovens..."
SIM, eu estou olhando coisas para minha futura casa, porque ao contrário de você eu não ligo para festas, bebidas e esse tipo de idiotice, eu quero ter o meu lugar, um lugar agradável, bonito e bem estabelecido!
Não, se eu me tivesse como me casar amanhã eu me casaria, MAS EU NÃO POSSO PORQUE NÃO TENHO VERBA!
SIM, eu tenho um anel enorme no dedo que me lembra a todo momento de que eu já disse sim E EU NÃO VOLTARIA ATRÁS POR NADA NESSE MUNDO.

Eu estou tão cansada das pessoas, e dos seus comentários infelizes, e das suas caras desanimadoras, e das suas morais imundas. Porcaria.

Eu só queria a porcaria de um sorriso, pelo menos dessa vez! Eu queria alguém que não ficasse falando a respeito de como isso por ser irresponsável e precipitado! Eu não me importo se vai ser difícil, eu não me importo se vai ser sério, eu QUERO continuar ao lado dele pelo resto da minha vida e eu não sei se eu respiraria uma vez mais se não pudesse! JÁ CHEGA!

PS: Házasság = Casamento em Húngaro.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Insuficiente

A perfeição me assusta. E você tem sido perfeito comigo. Meu amor. As vezes não consigo calar o que eu sinto por você, mas se tento dizer pra você as palavras se perdem a caminho da boca. O som que escapa entre meu lábios é um deformado 'eu te amo'. E eu cansei de "eu te amo's".
Eu queria conseguir dizer pra você que quando entrou na minha vida de repente o mundo começou a girar para o lado certo. Que o calor do sol ficou mais quente, mais gostoso.
E eu também queria que o mundo entende-se que quando eu te conheci de verdade, quando eu te tive, de repente tudo se encaixou, todas as peças estavam no lugar certo. É tão fácil quando a gente está junto. É simples, entende? Você e eu ali, dormindo abraçados, ou andando na rua.
É fácil dar risada quando é você quem faz a piada...
As pessoas não enxergam, sabe? Não enxergam o nosso apartamento, os nossos móveis, você deitado com a cabeça no meu colo enquanto eu te conto as porcarias que aconteceram comigo no serviço, ou eu tentando cozinhar alguma coisa e você tentando me tirar de perto do fogão. Mas eu enxergo tudo isso. Eu posso ver nossa vida juntos, quase posso tocar nela.
E você faz uma carinha triste, olha nos meus olhos e me pergunta se é verdade que é tudo pra mim, e meu coração ao mesmo tempo aumenta e diminui de tamanho, acelera e para. Sim, bebê, você é tudo pra mim. E eu sou toda sua.

Infelizmente eu só consigo dizer aquela míseras palavras, mas acho que é melhor que seja assim.
'Eu te amo' às vezes serve, pena que nem sempre.
Mas só pra variar um pouco: eu amo você.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O Vale dos Cacos de Vidro

Confiança é uma coisa tão frágil, e de repente ela se quebra. Apesar de tudo eu achava que tinha superado isso quando terminei o colegial, o fato de não usar um manequim menor, ou de não ter uma beleza convencional. Sempre chamei atenção das pessoas pelo detalhes inesperados - cabelo cor de rosa, alargadores... Nunca fui o tipo de garota que chama atenção apenas pela aparência natural, pela beleza. Mas eu achei que tivesse superado.
E hoje eu fui com ele no shopping, deixar alguns curriculos. E eu sei que uma onda de pensamento positivo muda todo um dia. Antes de continuar eu gostaria de lembrar do dia que eu briguei com a minha mãe, não fui trabalhar e fiquei dando voltas pelo shopping. Depois de chorar horrores eu tentei me dístrair e acabei ganhando um ingresso pro cinema. Uma onda de pensamento positivo pode mudar toda a aparência de uma praia. Mas eu não sei quem foi que puxou meu tapete hoje, se fui eu mesma, se foram outras pessoas, o que eu sei é que em cada loja que eu entrava eu me sentia mais humilhada do que na anterior.
Então eu venho aqui expor toda a minha revolta com isso. Quantas vezes eu vi essas 'garotas bonitas' indo trabalhar numa loja dessas por que a gerente implorava e não aguentava um mês? E eu, que não uso manequim 38, que nao tenho cabelos compridos, ou nariz retinho... Eu que não tenho aparência de princesa, sou o que? Sou lixo? Essas mulheres bem resolvidas que nem ollharam nos meus olhos na hora que eu entreguei meu currículo nas mãos delas, as vendedoras que me olharam de cima a baixo e fizeram careta... E eu sou o que? Sou uma garota que tem que ficar escondida num buraco a vida inteira? Não sou bonita o suficiente para ser uma delas?
E sim, pode ser patético, mas eu fico absurdamente frustrada com isso. Porque quando eu entro em uma loja nunca vem um vendedor simpático falar comigo, mas quando uma das minhas amigas entram isso acontece.
E não, eu não estou bem, não estou triste, mas estou frustrada. No exato momento eu só queria voltar no tempo e ter me poupado tamanha humilhação e vergonha. E isso me enoja tanto. Não ser a pessoa selecionada, não ser escolhida apenas por causa do meu rosto, isso me enoja.
Acontece que o mundo é um lugar muito hipócrita e a beleza das pessoas não apenas é posta à mesa como também é servida numa bandeja de prata.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Anjos amarelos.

Estou noiva. É difícil acreditar que isso é verdade. É difícil acreditar que você é real.
Eu lembro de quando eu ficava sentada sozinha no quarto, olhando um ponto fixo na parede e inventando historinhas na minha cabeça, para fingir que algo de importante estava acontecendo.
Eu lembro de acreditar não acreditando que alguém como você existia. Mas eu me lembro também de acreditar que alguém como você nunca ia querer nada com alguém como eu.
Hoje eu percebo que você não é perfeito. Você é perfeito pra mim, e é isso que faz a diferença. Não é com qualquer garota que você se encaixa, é comigo.
Hoje em dia eu fico sentada no meu quarto olhando para um ponto fixo, minhas mãos mexendo nos teus cabelos, e meus olhos enxergando nossa vida. Nosso casamento, nosso apartamento. A gente.

As pessoas dão muita importância ao tempo, mas eu sei, e você também, qual é a sensação. Eu pertenço a você de uma forma que vai além de qualquer coisa. Eu sou completamente sua. Eu te amo de uma forma que eu nem consigo administrar.

Setembro.

Manicômio.

Minha mãe é uma mulher calejada por idéias fodidas e perspectivas furadas. Seu ponto de vista dista tanto do meu que poderíamos ter séculos de distância - não apenas décadas. Assim como meu pai, ela acredita que só porque ela é uma desgraçada todos os outros seres humanos do planeta também o são. Inclusive eu, sangue do seu sangue, carne da sua carne.
Mas a diferença é que eu não vejo as coisas dessa forma. Eu não acho que o mundo é um lugar ruim: ele é apenas um lugar. O mundo, a vida, a existência - whatever, não importa o nome - é do jeito que a gente faz ele ser. Se você enxerga as coisas negativamente, surpresa surpresa, elas acabam sendo exatamente assim. Agora se você enxerga de outra forma pode perceber que uma praia não é apenas uma praia, ou que o sol refletindo nos olhos dele é absolutamente extraordinário.
Eu fico imaginando então qual vai ser a próxima desculpa dela. A próxima desculpa dela para gritar, berrar, porque a vida dela se resume exatamente nisso - brigas. Estúpidas, na grande maioria.
E eu acho engraçado quando a gente liga a televisão e dá de cara com um programa de TV onde uma mãe chora pela falta de respeito do filho, e a platéia faz cara feia para o dito cujo. E penso em todas as vezes que os jornais relatam histórias de filhos que se rebelaram contra os pais, e a reação que o público tem. Daí eu percebo que um filho deve respeito a uma mãe, mas e o respeito inverso é completamente esquecido. Acho equivocado as pessoas falando que uma mãe carrega no ventre uma criança durante nove meses, que isso é divino e glorioso, que nós, os filhos, não podemos nos esquecer disso, mas nessa equação não entra o que os filhos sofrem. Porque mães também desrespeitam filhos. Mais do que o contrário.
Nenhum filho decente levanta a voz com uma mãe decente. Vai contra a lógica.
Não sou eu que estou berrando 20 horas num dia de 24. É ela.
Não sou que acho um absurdo quando o carro quebra na rua. É ela.
Não sou que não aceita coisas que não fazem a mínima diferença na minha vida. É ela.

Porque ela, minha adorável mamãe, tem uma perspectiva de vida fodida. Porque quando eu tinha 15 anos eu jurei que só me envolveria com alguém quando fosse pra ser sério e ela achava que eu era lésbica. Porque com 17 eu resolvi que só faria uma faculdade quando tivesse certeza disso, não por esporte como todos os outros filhos da puta que eu conheço, e ela achou que era preguiça. Porque com 19 eu não comia carne a meses e ela insistia em dizer que eu estava fazendo dieta. Porra. Porra. Porra. Porque na minha casa eu sou discrimanada por ter alargadores, por trabalhar numa loja, por querer ir para a Àfrica, por estar noiva, por ler mais livros do que a família inteira, por não rir de piadas estúpidas, por não querer brincar de diarista, por não me interessar por nenhuma das coisas 'normais e aceitáveis' que todo ser humano deve fazer!

Então me diz mãe, já que você fez tudo tão certo, porque seu casamento é uma merda?! Porque o seu filhinho preferido já fumou maconha escondido e a sua filha ovelha negra não gosta de nem de sair para beber?! Porque eu só posso me casar depois que fizer minha faculdade enquanto o seu maridinho graduado vive tomando calote dos clientes dele, sendo que a profssão dele não tem um grama a ver com a faculdade que ele cursou?! Me diga o porque da sua existência se resumir a limpar a casa e brigar com todos que te cercam se você sabe tanto sobre o que é certo e errado?! FALA PRA MIM!! ME EXPLICA!!! PORQUE EU NÃO ENTENDOOO!!!

Porque eu não entendo esse seu mundinho, eu não entendo uma palavra sequer que você fala! VOCÊ NÃO FAZ SENTIDO NENHUM PRA MIM!!

Porque eu não acho que a sua vida tenha nenhum sentido...
Porque você não me conheçe nem por um segundo...
Porque você só sabe falar que tinha orgulho de quando eu estudava, mas eu não pegava em porra de livro nenhum para estudar, porque eu só entrei na faculdade porque tinham mais vagas do que alunos, porque eu dou minha cara a tapa num serviço de merda todo o santo dia e você ACHA QUE EU NÃO ESTOU FAZENDO NADA PARA O MEU FUTURO!!

Desculpa mãe mas eu não quero ser médica, engenheira ou advogada! Eu não quero me casar de branco numa igreja de merda! Eu não quero a piedade de Deus PORQUE ELE SEQUER DÁ A MÍNIMA! Desculpa mãe mas o único motivo que me faz chorar é a senhora, porque é a senhora que puxa a merda do meu tapete sempre que eu consigo me equílibrar de novo! Porque é a senhora que chuta meu castelo de areia sempre que eu termino de construí-lo! Porque é você o peso que me leva pra baixo! E EU NÃO AGUENTO MAIS!

E eu não mereço isso, eu nao fiz nada de errado... Alguém me diz o que eu fiz de errado? Alguém me diz porque eu tive que passar o meu aniversário chorando, enquanto os outros passam rindo? Alguém por favor me explica, como pode eu finalmente ter encontrado tudo que eu procurava a minha vida inteira, a minha felicidade, e mesmo assim chorar lágrimas copiosas por conta de uma pessoa que supostamente devia estar sempre ali pra mim?

Porque eu caí da escada, e tudo em que você pensava era que você não aguentava mais andar de carro. Como pode uma pessoa ser tão egoísta? Porque eu parei de comer carne e você disse que eu ia ficar anêmica, mas é você quem está doente agora... Porque eu disse que eu queria me casar e você acha que eu só quero uma desculpa pra sair de casa! EU NÃO PRECISO DE UMA DESCULPA PRA SAIR DE PERTO DE VOCÊ!! E eu estou tão cansada de você... Das tuas loucuras. De esperar pelos raros momentos em que nós podemos conversar... Estou cansada de ouvir o mesmo dicurso sempre, não importa como o assunto começa, ele sempre termina da mesma forma. Porque quando eu quero comentar alguma coisa com você, você finje que não me ouve, e quando você ouve é só pela metade, daí você briga comigo. Isso é tudo tão errado!

Eu acho irônico que minha maior discussão com você é a minha visão de mundo, mas eu só enxergo o mundo dessa forma porque meus olhos foram limpos pelas lágrimas que você me fez chorar. E eu sinto pena de você porque eu sei que você está presa em sí mesma. E eu já quis te ajudar, mas você nao me entende. Eu já quis conversar com você, mas nada entrou em você da forma correta. Você distorce tudo o que eu te digo e me joga facas feitas das mesmas palavras que eu tentei usar para te ajudar. Eu sinceramente espero que um dia, num momento futuro, você aprenda a entender, e entenda o mundo como ele é.

Eu apenas não sei se eu vou estar por perto para ver isso acontecendo.